As imagens deste ensaio “silenciam”, mas também nos serviria considerar que “guardam em si muitos dos segredos do mundo”. O confronto com as cenas apresentadas aqui constitui um ponto de partida para a investigação do que pode, afinal, uma paisagem.
Os galhos secos atravessam o quadro formando barricadas áridas. Touceiras de sempre vivas calam o consentido segredo dos mortos. O mar mudo, o sobrevôo sereno do pássaro que rasga rasga o céu, sem trilha sonora aderente.
Quando desejamos expressar algo e não conseguimos. Um ruído, uma distância posta entre aquilo o que sentimos e o que experimentamos e que, nem sempre, converte-se em interlocução bem sucedida.
As pedras respiram sem ruído. Conchas, pequenas algas, galhos sinuosos formam um conjunto de vestígios em solo arenoso que ensejam o desvendar de um delicado mistério, provas irrefutáveis de que mais ninguém além deles próprios estiveram ali.
Tudo, enfim, é seduzido a um “não dito” do qual as imagens são testemunha.