Uma reflexão...
Fazendo uma analogia ecológica, como seria se Dante Alighieri fosse fazer a Grande Viagem espiritual da existência humana em 2024 e, ao iniciar sua jornada entrando numa selva densa, o que ele encontraria? - Uma selva devastada pela destruição ambiental e pelas mudanças climáticas.
Na Divina Comédia, as feras que Dante encontra na selva escura são símbolos dos vícios humanos que o impedem de alcançar a salvação. A onça representa a luxúria, o leão representa a soberba e a loba representa a avareza.
As feras poderiam estar em extinção ou em situação de vulnerabilidade, sofrendo as consequências das ações humanas. Talvez elas não fossem mais as inimigas de Dante, mas sim as vítimas de uma humanidade pecadora e egoísta.
Neste século, os significados das feras de Dante ainda são relevantes, pois os vícios que elas representam continuam presentes na sociedade. A luxúria, a soberba, a violência, a fraude e a avareza são alguns dos males que afetam a convivência humana e a harmonia com a natureza. Para projetar um futuro promissor, seria necessário superar esses vícios e cultivar as virtudes opostas. como a humildade, a justiça, a honestidade e a generosidade.
Os guias de Dante na sua viagem são personagens históricos ou mitológicos que representam a sabedoria e o amor. Virgílio, o poeta romano autor da Eneida, é o guia de Dante no Inferno e no Purgatório, pois simboliza a razão humana. Beatriz, a mulher amada por Dante na vida real, é a guia de Dante no Paraíso, pois simboliza a graça divina.
Se Dante tivesse outros guias em 2024, eles poderiam ser personalidades que se destacaram pela sua contribuição à ciência, à arte, à filosofia, à religião, à política ou à ecologia. Como seria esse novo contexto?